Nélio Rodrigues

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A RESILIENTE HÉLIDA MENDONÇA

Uma das fundadoras da Forno de Minas fala sobre a receita caseira que deu certo e os planos para levar o pão de queijo a todo o mundo.

Sempre quis mais. É preciso ir, crescer. “Igual a um rio pequeninho, que vai aumentando e quer chegar ao mar.” Há o mundo pela frente para a receita caseira que virou pequeno negócio com 3 colaboradores, 1 máquina, 1 carro, depois 5, 10, 20… Expandiu, cresceu aos olhos de investidores norte-americanos, foi parar nas mãos deles, retornou aos antigos donos, mineiros, há 8 anos. “A volta foi mais difícil. Havia uma estrutura maior, custo altíssimo. O tempo que planejamos para a produção, a distribuição não casou, mas se fizemos uma vez, tínhamos que fazer a segunda”, diz Hélida Mendonça, diretora e uma das fundadoras da Forno de Minas. A terceira, a quarta… não para por causa de dificuldade, há de persistir, acreditar que vai dar certo.

Incorporou a palavra resiliência à sua vida, gosta de vendê-la, vai mostrar a “Receita caseira que faz sucesso no mundo” na série Memórias Refletidas 2017, promovida pelo fotógrafo Nélio Rodrigues, dia 25 de outubro, às 9h, no Museu da Moda, em Belo Horizonte. “Começou dentro de casa, as pessoas elogiavam o pão de queijo e aí veio a ideia: vamos fazer para vender. Foi assim, nem sabíamos que ia crescer tanto. Arriscamos”, lembra Hélida, que deixou o consultório de psicologia clínica, antes havia sido professora de inglês, para entrar no negócio com a mãe, Dalva, a dona da receita, e o irmão Helder Mendonça. Nem era muito de cozinha, mas topou o desafio de montar a Forno de Minas, que iria se chamar Fornália, trocado porque havia padaria no Rio de Janeiro com este nome. “Há males que vem para o bem.”

Cuidaram da empresa por quase 10 anos, de 1990 a 1999, quando foi vendida para grupo norte-americano. Continuaram a fornecer o queijo. “A gente pensava que a Forno de Minas, por ter sido comprada por uma multinacional, ia ganhar o mundo, deixar de ser familiar, levar o pão de queijo para todos os países”, afirma Hélida. O conforto que sentia, igual ao de um filho que vai estudar no exterior e só tem a ganhar, desfez-se. “A decepção foi que a marca ficou arranhada.” Era preciso recomeçar, colocar a receita caseira à frente, reconquistar clientes, lustrar mais a marca. “Tinha que persistir.” Superaram as dificuldades nestes 8 anos de retorno. “Precisamos crescer mais. Há o mundo inteiro para vender nossos produtos, não só em Minas, no Brasil.”

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