Nélio Rodrigues

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GRI ALVES RETRATA NIEMEYER NA CASA DO BAILE

Gri Alves retrata Niemeyer na Casa do Baile, com a exposição “Concreto e linha fazem arte”

Num momento em que Belo Horizonte recebe milhares de turistas para a Copa do Mundo, a Casa do Baile homenageia o arquiteto Oscar Niemeyer, o criador do conjunto arquitetônico da Pampulha, cartão postal da capital mineira, com a exposição “Concreto e linha fazem arte”.

A mostra, inaugurada com coquetel na noite de sexta-feira, revela a inédita point art, a pintura sobre tela feita com linhas de bordar, técnica criada pela artista plástica Gri Alves. A exposição reúne 15 quadros que são uma releitura fiel da obra de Oscar Niemeyer, retratando os principais marcos do complexo arquitetônico da Pampulha, como a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte Moderna, o Iate Tênis Clube e a própria Casa do Baile.

“É bom ver as pessoas se encantando com o que eu faço. É a coroação do meu trabalho, foi a realização de um sonho poder retratar Oscar Niemeyer”, comemorou a artista. Para o pesquisador e arquiteto Guilherme Maciel Araujo, diretor da Casa do Baile, a exposição é um feliz encontro da Casa com o trabalho de Gri Alves: “O trabalho da Gri une a arte com a arquitetura. É um momento interessante de fazer uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer e também ao conjunto moderno da Pampulha, que agora vai ser candidato a patrimônio da humanidade”, observou.

O arquiteto e urbanista Leonidas José de Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura, revelou estar surpreendido com a qualidade do trabalho da artista e com a sua relação com o design, que é uma das características da Casa do Baile. “É uma exposição belíssima, que retrata a Pampulha e Niemeyer, obras singulares da arquitetura do país”, afirmou.

Para o crítico de arte Morgan da Motta, também presente no coquetel, a Casa do Baile, dedicada ao design e à fotografia, foi valorizada com este trabalho de pesquisa de Gri Alves: “Acho que casou muito bem este conjunto de propostas com a arquitetura de Niemeyer”.

Outro convidado que se encantou com a mostra foi o deputado Adelmo Carneiro Leão: “Saio daqui energizado”, disse ele. O artista plástico e escultor Carlos Fiorenttini também manifestou o seu encantamento: “A técnica da Gri é um trabalho muito diferente de tudo o que já vi até hoje. Não conheço ninguém que tenha uma técnica com a minúcia fotográfica que ela tem, como ela consegue traduzir a imagem, a beleza, o colorido que ela emprega nas obras. A naturalidade das cores é fotográfica, é real. É, merecidamente, uma obra prima, fantástica”.

John Castaño, cabeleireiro que cuida da beleza da artista, chamava a atenção para os pequenos detalhes por meio dos quais Gri Alves consegue transmitir beleza e formas: “O seu o trabalho tem relação com o cuidado da forma do arquiteto”.

A Casa do Baile fica na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, no Bairro São Luiz, na Pampulha.

 

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