Nélio Rodrigues

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TALK SHOW MEMÓRIAS REFLETIDAS/ A FORÇA DO RECOMEÇO

A FORÇA DO RECOMEÇO

A dor, a crise ou um fim de um relacionamento podem ser transformados em força para recomeçar. Para que isso aconteça, é preciso estar atento e ter paciência, serenidade, perseverança e fé. Nesse processo, o desenvolvimento do autoconhecimento e o olhar para as habilidades são fundamentais. “Muitas vezes precisamos dar uma pausa na vida, parar e refletir”, afirma a psicóloga Shirlei Fernandes Ireno, sócio-fundadora da Sl- Fernandes Consultores Associados. Idealizadora do projeto Café com Vida, Autoconhecimento e Espiritualidade, ela tem se dedicado a esses temas e terapias holísticas. A experiência de Shirlei veio depois de abandonar uma rotina atribulada de até 12 horas de trabalho diário, por uma temporada em comunidade espiritual na Itália. “Entendi novos valores. As pessoas são muito mais importantes do que as coisas e podem viver juntas, em comunidade e de forma simples”, diz.

Shirlei será uma das três entrevistadas do fotógrafo Nélio Rodrigues no MUMO, em 23 de agosto, 9h, dentro do projeto Memórias Refletidas.   A estilista Maria Antônia Calmon e a empresária Giuliana Moreira Serafim, proprietária da joalheria Zimbabwe,  também farão parte do bate-papo informal com o fotógrafo. Com o tema “A Força do Recomeço”, Nélio abordará os desafios de se reinventar todos os dias. As entrevistadas contarão suas experiências pessoais, como superaram dores e fizeram do limão uma limonada.

Como se reinventar aos 50 anos? A estilista Maria Antônia Calmon falará sobre este temano encontro. “A minha energia para trabalhar foi incansável ao longo da vida. Acabei esquecendo o que estava a minha volta”, afirma. O sinal de alerta veio quando sofreu a dor de perder tudo que tinha construído durante anos. “Ela (a energia) pode ser positiva ou um desastre. Resolvi olhar de forma otimista, buscar melhores opções de trabalho, ousar mais, me permitir ser feliz”, diz Maria Antônia. A cobrança no universo da moda muitas vezes é cruel. “Mas não podemos esquecer que a beleza vem de dentro para fora, não é só estética. E amadurecer não é envelhecer”, analisa Maria Antônia, que já foi modelo fotográfico. Ela afirma que ao longo da vida não viveu com o equilíbrio necessário para chegar onde queria. “Quando me vi sem aquela coisa que tinha focado, perdi o chão”, desabafa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A empresária Giuliana Moreira Serafim, proprietária da joalheria Zimbabwe, gosta de dizer que recomeça todos os dias. “Eu não tenho problema com essa palavra e nem com essa atitude”, afirma. Mas para que isso aconteça, diz, a pessoa tem que reconhecer em primeiro lugar suas habilidades e entender quais são os desafios que pode propor. “E é preciso humildade e coragem para entender que não estamos fazendo a coisa de forma adequada”. Ela avalia que, com a instabilidade econômica do país, fica mais difícil cumprir o planejamento e por isso é preciso reinventar-se diariamente. “Nesse processo, é bom criar situações de afastamento para dar uma ventilada no cérebro”, diz.

Essas três mulheres têm muito a ensinar e são provas de que o momento de dor é também uma oportunidade para desenvolver a criação.

 

 

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